{"id":747,"date":"2026-05-12T19:00:00","date_gmt":"2026-05-12T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/?p=747"},"modified":"2026-05-09T23:06:42","modified_gmt":"2026-05-10T02:06:42","slug":"por-que-a-geracao-z-deveria-ler-tex","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/artigos\/por-que-a-geracao-z-deveria-ler-tex\/","title":{"rendered":"[Artigo] Por Que a Gera\u00e7\u00e3o Z Deveria Ler Tex"},"content":{"rendered":"\n<p>Existe uma cena cl\u00e1ssica nas aventuras de Tex Willer que resume, melhor do que qualquer an\u00e1lise acad\u00eamica poderia, o que torna o personagem t\u00e3o duradouro. O \u00c1guia da Noite acaba de apanhar feio. Est\u00e1 baleado, amorda\u00e7ado, acorrentado numa cela ou simplesmente encurralado por homens que o superam em n\u00famero. O vil\u00e3o da vez \u2014 seja um pistoleiro contratado, um feiticeiro do Velho Oeste ou um chefe de m\u00e1fia travestido de homem de neg\u00f3cios \u2014 sorri com a certeza da vit\u00f3ria. E ent\u00e3o, inevitavelmente, algo muda. Tex d\u00e1 a volta por cima, derrota o advers\u00e1rio e faz justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa estrutura narrativa n\u00e3o \u00e9 uma limita\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie. \u00c9 sua maior virtude. E \u00e9 exatamente o que a Gera\u00e7\u00e3o Z precisa encontrar nos quadrinhos que l\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Her\u00f3i que Sangra<\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma diferen\u00e7a fundamental entre um her\u00f3i invenc\u00edvel e um her\u00f3i resiliente. O primeiro impressiona. O segundo inspira.<\/p>\n\n\n\n<p>Tex Willer foi criado por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini em 1948, e desde seus primeiros n\u00fameros o personagem nunca foi tratado como uma for\u00e7a da natureza imune a qualquer dano. Ele \u00e9 baleado. Ele \u00e9 espancado. Ele \u00e9 capturado e humilhado por advers\u00e1rios que, ao menos temporariamente, levam a melhor. Em &#8220;Juramento de Vingan\u00e7a&#8221;, Tex perde Lilyth \u2014 sua esposa navajo \u2014 para uma conspira\u00e7\u00e3o covarde que usa cobertores infectados com var\u00edola como arma. N\u00e3o h\u00e1 combate \u00e9pico que ele possa vencer para evitar aquela trag\u00e9dia. A derrota \u00e9 real, e a dor que ela carrega \u00e9 real.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 justamente essa vulnerabilidade que torna cada vit\u00f3ria significativa. Quando Tex e seus pards superam a adversidade, o leitor sente o peso daquele triunfo porque sabe quanto custou. O her\u00f3i n\u00e3o venceu porque era inevit\u00e1vel. Venceu porque n\u00e3o desistiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Compare isso com boa parte do que o entretenimento moderno tem oferecido. Nas \u00faltimas fases do MCU, personagens acumulam habilidades e armaduras a ponto de tornar qualquer conflito uma quest\u00e3o de roteiro, n\u00e3o de car\u00e1ter. Qual \u00e9 o risco real quando o her\u00f3i pode ser ressuscitado, duplicado ou simplesmente reescrito pela pr\u00f3xima itera\u00e7\u00e3o do multiverso? A DC dos filmes recentes seguiu o mesmo caminho, construindo Supermen e Batmans que resolvem crises com a for\u00e7a da cena p\u00f3s-cr\u00e9ditos, n\u00e3o com a for\u00e7a do car\u00e1ter.<\/p>\n\n\n\n<p>Tex n\u00e3o tem multiverso. N\u00e3o tem armadura de nanopart\u00edculas. Tem dois Colts, um cavalo chamado Dinamite, uns pards de confian\u00e7a e uma teimosia moral que n\u00e3o negocia com o crime.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"601\" height=\"425\" src=\"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Por-Que-a-Geracao-Z-Deveria-Ler-Tex-imagem-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-751\" srcset=\"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Por-Que-a-Geracao-Z-Deveria-Ler-Tex-imagem-1.jpg 601w, https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Por-Que-a-Geracao-Z-Deveria-Ler-Tex-imagem-1-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A For\u00e7a dos Pards<\/h2>\n\n\n\n<p>Um elemento que merece aten\u00e7\u00e3o especial \u00e9 a din\u00e2mica entre Tex e seus companheiros \u2014 Kit Carson, Kit Willer e Jack Tigre. O quarteto funciona como uma equipe genu\u00edna, o que significa que cada membro tem suas fraquezas e que a vit\u00f3ria frequentemente depende da coopera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o do her\u00f3i solit\u00e1rio fazendo tudo sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Em &#8220;Nos P\u00e2ntanos da Louisiana&#8221;, por exemplo, o perigo \u00e9 distribu\u00eddo entre o grupo. N\u00e3o \u00e9 Tex que resolve tudo enquanto os outros observam. \u00c9 uma aventura onde as limita\u00e7\u00f5es individuais importam e onde o v\u00ednculo entre os personagens \u00e9 posto \u00e0 prova de forma concreta. Essa horizontalidade \u2014 rara em s\u00e9ries de super-her\u00f3is onde o protagonista inevitavelmente eclipsa a todos \u2014 cria uma narrativa mais rica e mais honesta sobre como a coragem funciona na pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Kit Carson, mais velho e experiente, representa a sabedoria que n\u00e3o se adquire em academias. Kit Willer, o filho, encarna o entusiasmo juvenil temperado pela responsabilidade crescente. Jack Tigre traz a perspectiva navajo e uma nobreza de car\u00e1ter que desafia qualquer estere\u00f3tipo sobre povos ind\u00edgenas que o leitor possa ter absorvido de narrativas menos cuidadosas. Cada um deles j\u00e1 precisou salvar os outros. Cada um deles j\u00e1 precisou ser salvo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 hero\u00edsmo de verdade \u2014 n\u00e3o a autossufici\u00eancia do semideus, mas a interdepend\u00eancia dos homens que confiam uns nos outros diante do perigo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diversidade Antes de Ela Virar Palavra de Ordem<\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma discuss\u00e3o recorrente nos quadrinhos contempor\u00e2neos sobre representatividade \u2014 e ela \u00e9 leg\u00edtima. O problema \u00e9 que, com frequ\u00eancia, a solu\u00e7\u00e3o encontrada \u00e9 superficial: troca-se o uniforme, muda-se o nome, insere-se uma nova identidade sobre uma estrutura narrativa que precisa se adequar \u00e0 nova realidade do personagem, jogando-se fora a ess\u00eancia que o imortalizara. O resultado \u00e9 uma diversidade de vitrine, n\u00e3o de subst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tex Willer faz o oposto disso desde 1948, sem que ningu\u00e9m precisasse escrever um comunicado de imprensa a respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00e9rie nunca tratou os povos ind\u00edgenas como bloco monol\u00edtico \u2014 nem como v\u00edtimas passivas, nem como vil\u00f5es primitivos. H\u00e1 \u00edndios violentos e destrutivos nas hist\u00f3rias da Bonelli; h\u00e1 tamb\u00e9m chefes s\u00e1bios, guerreiros nobres e homens de honra que rivalizam em dignidade com qualquer personagem branco da s\u00e9rie. Jack Tigre, um dos pards centrais, \u00e9 navajo \u2014 e n\u00e3o \u00e9 <em>sidekick<\/em>. \u00c9 um igual, respeitado tanto pelos companheiros quanto pelos leitores que o acompanham h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Do outro lado, os brancos n\u00e3o recebem tratamento mais generoso s\u00f3 por serem brancos. Comerciantes que envenenam tribos com cobertores infectados, fazendeiros que expulsam fam\u00edlias de suas terras, militares que trocam a lei pelo interesse pr\u00f3prio \u2014 a galeria de vil\u00f5es da s\u00e9rie \u00e9, em grande parte, composta por homens que teriam todos os privil\u00e9gios para agir com honra e escolheram n\u00e3o fazer isso. Ao mesmo tempo, h\u00e1 entre os brancos aqueles que se sacrificam pelo direito dos indefesos, que respeitam as culturas que n\u00e3o s\u00e3o as suas e que entendem que a fronteira entre o bem e o mal n\u00e3o coincide com a fronteira \u00e9tnica.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 progressismo <em>avant la lettre<\/em>, nem conservadorismo nost\u00e1lgico. \u00c9 simplesmente uma vis\u00e3o honesta da natureza humana: qualquer homem, de qualquer povo, \u00e9 capaz do melhor e do pior. Tex julga pelos atos, n\u00e3o pela origem. E pune ou defende de acordo com isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Setenta anos antes de os est\u00fadios descobrirem que diversidade vende, Bonelli j\u00e1 entendia que ela \u00e9, antes de tudo, verdadeira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"536\" src=\"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Por-Que-a-Geracao-Z-Deveria-Ler-Tex-imagem-2-1024x536.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-754\" srcset=\"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Por-Que-a-Geracao-Z-Deveria-Ler-Tex-imagem-2-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Por-Que-a-Geracao-Z-Deveria-Ler-Tex-imagem-2-300x157.jpg 300w, https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Por-Que-a-Geracao-Z-Deveria-Ler-Tex-imagem-2-768x402.jpg 768w, https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Por-Que-a-Geracao-Z-Deveria-Ler-Tex-imagem-2.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Continuidade \u00e9 Coisa S\u00e9ria \u2014 Mesmo no Faroeste<\/h2>\n\n\n\n<p>Existe um preconceito recorrente contra os quadrinhos de aventura cl\u00e1ssicos: o de que s\u00e3o hist\u00f3rias epis\u00f3dicas, descart\u00e1veis, onde nada tem consequ\u00eancia permanente. O her\u00f3i entra, resolve o problema, sai. Na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o, est\u00e1 tudo como antes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tex Willer desmente esse preconceito com eleg\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>A morte de Lilyth, j\u00e1 mencionada aqui, n\u00e3o \u00e9 um evento isolado que o roteiro apaga na edi\u00e7\u00e3o seguinte. Ela molda a rela\u00e7\u00e3o de Tex com os navajos, define parte de sua motiva\u00e7\u00e3o como defensor dos povos ind\u00edgenas e d\u00e1 origem a Kit Willer \u2014 o filho que cresce, aprende, torna-se ranger e passa a integrar o quarteto como personagem por direito pr\u00f3prio, n\u00e3o como enfeite juvenil. A s\u00e9rie acompanhou esse desenvolvimento ao longo de d\u00e9cadas, sem pressa e sem atalhos.<\/p>\n\n\n\n<p>E ent\u00e3o chegou <em>Tex Willer<\/em> \u2014 a s\u00e9rie dedicada \u00e0 juventude do personagem, publicada a partir de 2018, que narra as origens do ranger antes de ele se tornar o lend\u00e1rio \u00c1guia da Noite. Para quem j\u00e1 acompanha as aventuras cl\u00e1ssicas, ler Tex Willer \u00e9 uma experi\u00eancia peculiar e deliciosa: \u00e9 como encontrar um \u00e1lbum de fotos da inf\u00e2ncia de um velho amigo. Reconhecemos os tra\u00e7os do homem que conhecemos, mas vemos a forma\u00e7\u00e3o daquele car\u00e1ter que tanto admiramos. A sensa\u00e7\u00e3o me lembra \u2014 e admito que o universo de pessoas que vai entender essa refer\u00eancia de primeira \u00e9 pequeno, mas existente \u2014 a de ler a Turma da M\u00f4nica Jovem: aquela vers\u00e3o mang\u00e1 que pegou os personagens que todo brasileiro cresceu amando e os relan\u00e7ou num registro mais s\u00e9rio, mais denso, sem trair uma v\u00edrgula de quem eles sempre foram. A s\u00e9rie Tex Willer faz o mesmo. O jovem \u00c1guia da Noite \u00e9 impetuoso, ainda est\u00e1 construindo sua lenda \u2014 mas j\u00e1 \u00e9 inconfundivelmente Tex.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa continuidade \u2014 constru\u00edda ao longo de mais de setenta anos, por m\u00faltiplos roteiristas e desenhistas \u2014 \u00e9 uma conquista editorial rara. E \u00e9 um convite irresist\u00edvel para o leitor novo: h\u00e1 muito o que descobrir, e tudo tem peso porque tudo tem consequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Que o Velho Oeste Tem a Dizer para 2026<\/h2>\n\n\n\n<p>A Gera\u00e7\u00e3o Z cresceu num ambiente saturado de conte\u00fado. Tem acesso instant\u00e2neo a d\u00e9cadas de cinema, streaming, quadrinhos e jogos. Paradoxalmente, esse excesso gerou certa fome por narrativas com peso moral \u2014 hist\u00f3rias onde as escolhas importam, onde a justi\u00e7a tem um custo, onde o bem e o mal n\u00e3o s\u00e3o apenas for\u00e7as abstratas em conflito, mas escolhas concretas feitas por personagens concretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tex n\u00e3o \u00e9 um personagem complexo no sentido p\u00f3s-moderno. Ele n\u00e3o tem um arco de reden\u00e7\u00e3o intermin\u00e1vel, n\u00e3o passa temporadas questionando se o seu c\u00f3digo moral ainda faz sentido, n\u00e3o \u00e9 desconstru\u00eddo epis\u00f3dio ap\u00f3s epis\u00f3dio at\u00e9 virar algo irreconhec\u00edvel. Ele sabe o que \u00e9 certo. Ele age de acordo com isso. E paga o pre\u00e7o quando a realidade empurra de volta \u2014 como em &#8220;A Grande Invas\u00e3o&#8221;, onde o desafio log\u00edstico e humano de proteger colonos em territ\u00f3rio comanche coloca o ranger e seus companheiros \u00e0 beira dos seus limites.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa clareza moral, longe de ser ingenuidade, \u00e9 uma escolha editorial consciente. Bonelli e seus sucessores \u2014 Guido Nolitta, Claudio Nizzi, Mauro Boselli \u2014 entenderam que o personagem funciona n\u00e3o apesar de sua retid\u00e3o, mas por causa dela. Tex \u00e9 convincente precisamente porque n\u00e3o vacila. O que vacila \u00e9 o mundo ao redor dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Num momento cultural em que her\u00f3is s\u00e3o constantemente desconstru\u00eddos, subvertidos e relativizados, h\u00e1 algo refrescante \u2014 quase subversivo \u2014 num personagem que simplesmente faz o que \u00e9 certo e luta at\u00e9 o fim para que o bem prevale\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A Gera\u00e7\u00e3o Z n\u00e3o precisa de her\u00f3is perfeitos. Mas precisa, e urgentemente, de her\u00f3is que sejam de fato her\u00f3is \u2014 personagens cuja caracter\u00edstica principal n\u00e3o seja a lista de traumas e falhas, mas a capacidade de fazer o que \u00e9 certo mesmo quando \u00e9 dif\u00edcil, mesmo quando custa caro, mesmo quando ningu\u00e9m est\u00e1 olhando.<\/p>\n\n\n\n<p>O entretenimento contempor\u00e2neo descobriu que a desconstru\u00e7\u00e3o do her\u00f3i \u00e9 um recurso f\u00e1cil. \u00c9 mais simples mostrar o que um homem n\u00e3o consegue fazer do que construir, com cuidado e honestidade, o que ele escolhe fazer. Tex Willer \u00e9 o ant\u00eddoto para essa pregui\u00e7a narrativa. Ele sangra, cai, perde pessoas que ama e enfrenta advers\u00e1rios que o superam \u2014 e mesmo assim se levanta, porque tem princ\u00edpios que valem mais do que o conforto de desistir.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses princ\u00edpios \u2014 lealdade, justi\u00e7a, coragem, respeito pelo pr\u00f3ximo independentemente de sua origem \u2014 n\u00e3o s\u00e3o rel\u00edquias de um passado ultrapassado. S\u00e3o exatamente o tipo de valor que vale a pena recuperar e aplicar. \u00c9 isso, ali\u00e1s, que o conservadorismo genu\u00edno defende: n\u00e3o a preserva\u00e7\u00e3o de supostos privil\u00e9gios, mas a transmiss\u00e3o das virtudes que tornam uma sociedade capaz de se sustentar. Tex n\u00e3o conserva o Velho Oeste. Ele conserva o melhor do que o ser humano pode ser.<\/p>\n\n\n\n<p>Setenta anos de aventuras. Cinco argumentos neste artigo. Uma conclus\u00e3o simples: a Gera\u00e7\u00e3o Z deveria ler Tex porque precisa de exemplos. E o \u00c1guia da Noite, desde 1948, n\u00e3o faz outra coisa sen\u00e3o dar um.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Vin\u00edcius Arag\u00e3o Costa escreve sobre fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, quadrinhos e cultura geek em saladejustica.com.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tex Willer sangra. Tex Willer \u00e9 espancado, capturado, levado \u00e0 beira da derrota. E mesmo assim se levanta. Em mais de setenta anos de aventuras, o \u00c1guia da Noite demonstrou que hero\u00edsmo n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de superpoderes \u2014 \u00e9 uma quest\u00e3o de car\u00e1ter. Cinco motivos pelos quais a Gera\u00e7\u00e3o Z precisa conhecer o ranger mais famoso dos quadrinhos italianos.<\/p>\n<div class=\"more-link-wrapper\"><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/artigos\/por-que-a-geracao-z-deveria-ler-tex\/\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\">[Artigo] Por Que a Gera\u00e7\u00e3o Z Deveria Ler Tex<\/span><\/a><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":749,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[119],"tags":[4,16,47],"class_list":["post-747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-quadrinhos","tag-sergiobonellieditore","tag-tex","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=747"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":780,"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/747\/revisions\/780"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/saladejustica.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}